Viva o Palco

O Corpo e a Dramaturgia Trans nas artes

Seminário:

Valéria Barcellos e Renata Carvalho encerram o ciclo de debates promovendo o real intercâmbio entre Rio Grande do Sul e São Paulo. Ambas artistas transexuais têm trabalhos e pesquisas que evidenciam a importância da representatividade trans nas artes. Valéria, que além de cantora, também é atriz e escritora relata como a construção da sua personalidade, passando por agressões e transfobia, geraram a multi artista que hoje tem destaque nacional. Renata Carvalho, desde o seu trabalho em “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” enfrenta preconceitos, polêmicas e barreiras que a transfobia instaurou em nossa sociedade. Certa vez foi questionada sobre não existir artistas trans”, a resposta: ela foi precursora do Movimento Nacional de Artistas Trans, o Monart. Experiências individuais de cada uma das artistas, em realidades e Estados diferentes que hoje são temas centrais para se debater e construir uma maior representatividade dos corpos dissedentes nas artes.

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Renata Carvalho

Valéria Barcellos

Cantora, atriz, dj, perfor mer, aspirante a artista plástica e artista audiovisual). Além do canto, trabalha com fotografia, vídeo e performance. É integrante do Conselho Consultivo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul
(MAC/RS). Em Janeiro de 2020 foi convidada para curadoria da intervenção cultural “Entre sem (nos) Bater! – visibilidade TRANS no MACRS” evento a qual também contou com sua exposição fotográfica intitulada “Com que roupa eu NÃO devo ir?”. Desenvolve projetos coletivos com o artista Silas Lima desde 2017, parceria que rendeu trabalhos selecionados no Itaú Cultural Artes Visuais, FAC Digital RS, EmQuadros – Porto Alegre em cena, entre outros. Enquanto cantora já viajou o Brasil e o mundo com suas apresentações que são recheadas de bom humor, raciocínio rápido e claro, uma impressionante potência vocal e performance. Ela é a vontade humana de dar vez e voz as mulheres pretas e trans.

Atriz, diretora, dramaturga e transpóloga. Graduanda em Ciências Sociais. Fundadora do Monart (Movimento Nacional de Artistas Trans), do“Manifesto Representatividade Trans” (que visa a inclusão de corpos travestis/trans nos espaços de criação de arte e pede uma pausa na prática do Trans Fake – artistas cisgêneros que interpretam personagens trans/travesti). Como transpóloga (uma antropóloga trans), estuda o corpo travesti/trans desde 2007, quando torna-se agente de prevenção voluntária em ISTs, HIV/AIDS, tuberculose e hepatites pela secretária municipal de saúde de Santos, trabalhando especificamente com travestis e transexuais na prostituição, mesmo ano do seu percebimento travesti. Esta transpologia aponta a construção social, midiática, criminal, hiper sexualizante, patológica,religiosa e moral que permeiam corpos trans/travestis, onde a arte, e consequentemente, os artistas também foram/são responsáveis na construção desse imagético do senso comum. A artista coloca seu corpo travesti como sujeito e objeto de pesquisa, debatendo/denunciando a ausência desses corpos nos espaços de arte.

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